terça-feira, 11 de julho de 2017













diretor do hospital de Ilhéus, no sul da Bahia, 
onde supostamente desapareceu um dos gêmeos que
a dona de casa Cleidiane Silva dos Santos estava esperandoafirmou que o médico responsável pela 
cesárea, Fábio Pinheiro, estava preparado para fazer 
o parto de duas crianças e que ficou "surpreso" quando 
fez o corte e encontrou apenas um bebê.
O diretor Carlos Lira ainda disse que a mãe foi avisada 
que, apesar de estar na expectativa de ter dois filhos, 
apenas um bebê tinha sido gerado.
"Constou no diagnóstico pré-cesariano de gestação 
gemelar, qual a surpresa quando ele [o médico] abre e 
só tinha um feto. Esse fato foi presenciado pelo 
neonatologista que assistiu a criança no momento do 
parto, confirmando que só tinha uma criança. Segundo a pediatra, porque já investigamos isso, foi informado à 
própria paciente", destacou o diretor.
A dona de casa diz, no entanto, que a última ultrassonografia
da gravidez dela foi feita no dia 3 de junho, quando ela 
estava com 37 semanas, e confirma que ela estava grávida
 de gêmeos e até descreve os dois fetos. A mulher também afirma que, antes do parto, ainda chegou a ser informada 
no hospital que os dois bebês estavam bem.
"Na hora que eu dei entrada no hospital, a mulher foi, deu o toque e escutou o coração dos dois lados. Escutou dos 
dois e falou que os dois estavam bem. Aí, ela mandou eu
tomar banho e ir para a sala de parto. E na hora que eu 
tava no parto, só chegaram com um no outro dia ainda, 
porque o menino ficou no berçário. Aí no outro dia 
apareceram com um e eu faleu: cadê o outro? Eu vim 
para a maternidade para ganhar dois e eu estou aqui 
com a ultrassom, e eu escutei o coração dos dois lá 
embaixo, e ela [a enfermeira] falou que os dois 
estava (sic) bem. E como é que vocês aparecem aqui 
com uma criança só?", contou.
A delegada que investiga o caso, Andrea Oliveira, afirmou
 que a polícia ainda tenta esclarecer o que aconteceu. 
"Temos duas alternativas: ou a a ultrassonografia está 
errada, o laudo foi feito de forma errada, ou então 
realmente havia duas crianças e uma delas está 
desaparecida. Aí a gente tem que solucionar o caso e 
ver onde está essa criança", disse a delegada 
Andrea Oliveira.
Caso= Cleidiane Silva dos Santos reclama do suposto 
sumiço de um dos bebês após o parto, que ocorreu no 
dia 24 de junho, na Maternidade Santa Helena, anexo 
ao Hospital São José, em Ilhéus. A dona de casa ainda 
disse que foi sozinha para a maternidade e disse ter 
passado mal na hora do parto, ter ficado sonolenta e 
não ter visto quando os bebês teriam nascido. O filho 
que Cleidiane recebeu se chama Laercio Antony. A outra criança, que se chamaria Bryan Antony, sumiu, segundo 
ela.
A dona de casa conta que horas antes do parto ela foi 
avaliada por uma enfermeira, que disse que estava 
tudo bem com os dois bebês. "Ela falou bem assim: 
os dois está (sic) bem, porque ela já tinha olhado no 
negócio [ultrassonografia] que eram dois gêmeos. 
Ela falou 'tá bem' (sic). Aí ela mandou tomar um banho
e ela mandou ir para a sala de parto", disse Cleidiane 
Santos.
Cleidiane mora sozinha e recebe ajuda dos vizinhos 
para cuidar do filho. Estava tudo pronto em casa pra 
receber Laercio e Bryan. "Todo mundo estava 
esperando de vim gêmeos, aí quando ela foi ter o 
neném, que veio a resposta mais tarde, era só um, 
e cadê o outro? Aí a gente não está entendendo", 
questiona a tia de Cleidiane, Eva Cavalcante.
"A gente comprou roupa, outras pessoas também me 
ajudou (sic) muito, teve o chá de fralda também, com 
o nome dos dois, teve bolo, teve tudo", disse a Cleidiane. 
Ao ser perguntada sobre qual o sentimento dela neste momento, ela afirmou: "De revolta e de tristeza, porque 
eu não posso fazer nada".
O caso foi registrado na última quinta feira (6), na 
delegacia de Ilhéus. "Nós estamos encaminhando um 
ofício ao diretor da maternidade para que ele nos 
encaminhe o prontuário médico de Cleidiane, assim 
como nos forneça também, tanto o nome do médico 
que fez o parto dela, quanto de toda a equipe médica 
que acompanhou o parto, para que essas pessoas, posteriormente, sejam intimadas e ouvidas aqui em 
audiência. Até porque, nós precisamos, realmente, 
definir se houve o nascimento de uma ou duas 
crianças", disse a delegada Andréa Oliveira.




Fonte: G1

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