segunda-feira, 10 de julho de 2017










A dona de casa Cleidiane Silva dos Santos, que 
estava grávida de gêmeos, reclama do suposto 
sumiço de um dos bebês após o parto, que ocorreu
no dia 24 de junho, na Maternidade Santa Helena, 
anexo ao Hospital São José, em Ilhéus, sul da Bahia.
Ela conta ter passado mal na hora do parto, que foi 
cesárea, ter ficado sonolenta e não ter visto quando 
os bebês teriam nascido. O filho de Cleidiane, Laercio 
Antony, nasceu no dia 24 de junho. Porém, a outra 
criança, que se chamaria Bryan Antony, sumiu.
A dona de casa conta que horas antes do parto ela 
foi avaliada por uma enfermeira, que disse estar tudo 
bem com os dois bebês. "Ela falou bem assim: os dois 
está (sic) bem, porque ela já tinha olhado no negócio [ultrassonografia] que eram dois gêmeos. Ela falou 'tá 
bem' (sic). Aí ela mandou tomar um banho e ela 
mandou ir para a sala de parto", disse Cleidiane Santos.
Cleidiane disse que a última ultrassonografia da gravidez 
dela foi feita no dia 3 de junho, quando ela estava com 37 semanas. O exame mostrado por Cleidiane confirma 
que ela estava grávida de gêmeos, e até descreve os 
dois fetos. A dona de casa ainda disse que foi sozinha 
para a maternidade. Após o parto cesárea, ela contou 
como foi que recebeu o filho.
"Eles chegaram com uma criança, ainda no outro dia, 
porque o neném ficou cá embaixo, no berçário. Eu 
falei: cadê o outro? Aí ele falou bem assim: 'mas só 
tinha um'. Eu falei não, porque eu vim para a maternidade
 para ganhar dois e eu estou aqui com a ultrassom, e 
eu escutei o coração dos dois lá embaixo, e ela [a 
enfermeira] falou que os dois estava (sic) bem. E 
como é que vocês aparecem aqui com uma criança 
só?", contou.
Cleidiane mora sozinha e recebe ajuda dos vizinhos
 para cuidar do filho. Estava tudo pronto em casa 
pra receber Laercio e Bryan. "Todo mundo estava 
esperando de vim gêmeos, aí quando ela foi ter o 
neném, que veio a resposta mais tarde, era só um, e 
cadê o outro? Aí a gente não está entendendo", 
questiona a tia de Cleidiane, Eva Cavalcante.
O caso foi registrado na última quinta feira (6), na 
delegacia de Ilhéus. A polícia aguarda as informações 
do hospital para descobrir o que aconteceu com o outro
 bebê e vai ouvir funcionários da maternidade.
"Nós estamos encaminhando um ofício ao diretor da
 maternidade para que ele nos encaminhe o prontuário
 médico de Cleidiane, assim como nos forneça 
também, tanto o nome do médico que fez o parto
dela, quanto de toda a equipe médica que acompanhou
o parto, para que essas pessoas, posteriormente, 
sejam intimadas e ouvidas aqui em audiência. Até 
porque, nós precisamos, realmente, definir se houve
o nascimento de uma ou duas crianças", disse a 
delegada Andréa Oliveira.
A reportagem foi ao Hospital São José, mas o diretor
não estava para falar sobre o assunto. Ninguém quis
gravar entrevista.
"A gente comprou roupa, outras pessoas também 
me ajudou (sic) muito, teve o chá de fralda também, com o nome dos dois, teve bolo, teve tudo", disse a Cleidiane. Ao ser perguntada sobre qual o sentimento dela neste momento, ela afirmou: "De revolta e de tristeza, porque eu não posso fazer nada".


Fonte: G1


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